segunda-feira, 28 de maio de 2012

O primeiro teste

o teste contra Macedónia não correu mal, apesar das palavras negativas de Paulo Bento. Percebe-se que o seleccionador quer tirar mais do conjunto de jogadores que tem.
Há muito tempo que Portugal não joga em ataque contínuo. Não é nem nunca foi uma equipa talhada para jogar em permanente ataque. Apesar de nas campanhas de qualificação, Portugal ter de golear os adversários mais modestos, quando a selecção encontra equipas do seu nível ou superior remete-se ao contra-ataque, aproveitando as saídas rápidas de CR7 e Nani. Foi assim em 2006, 2008 e 2010. E vai ser assim que Portugal jogará em 2012, porque pela frente terá adversários como a Holanda e a Alemanha que gostam de atacar.
Por isso é de prever grande sofrimentos nos jogos da selecção, sempre à espera de uma oportunidade para matar o adversário. Este é um problema da selecção há vários anos. O esperar na retaguarda para iniciar contra-ataques. Jogando assim, Portugal dificilmente ganhará, mas se fizer de outra forma acabará por perder porque não tem jogadores capazes de "enjaular" os adversários à sua grande área.
Com a renovação de Paulo Bento até 2014, a Federação está a dizer que qualquer resultado na Ucrânia/Polónia será bom, mesmo que isso signifique perder os três jogos. O problema é que daqui a 2 anos vamos ter o mesmo problema. Faltam jogadores do meio campo e avançados para que a equipa das quinas entre em campo com vontade e qualidade de vencer.
Scolari deixou um legado que dificilmente alguém irá quebrar. O famigerado 4.3.3 em que se remete tudo à defesa.
A questão é saber se a culpa é dos seleccionadores ou da falta de jogadores....

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